Lançado em: 15-04-2019

Domingo de Ramos Seguir os passos do Mestre

Com o domingo de Ramos, a Igreja convida os seus filhos para viverem profundamente a semana santa, que é fazer memória das ações maravilhosas de Deus em favor do seu povo. É preciso fazer um processo de discernimento para seguir os passos de Jesus. É preciso escutar a voz do Mestre que convida todos os seguidores, e seguidoras para abraçarem o amor que salva. Amor que abre caminhos para uma verdadeira entrega ao projeto do Pai.

Nesse domingo, inicia a semana santa ou semana da paixão de Cristo; comemora a entrada triunfal de Jesus, montado em um jumentinho, em Jerusalém, onde a multidão, composta em grande parte de peregrinos vindos para a Páscoa de Judaica, o chamada com enviado de Deus. Esses peregrinos reconheceram em Jesus o Filho de Davi, o Messias, o Rei messiânicos anunciados pelos profetas do Antigo Testamento e, por isso, o acolhem cobrindo com suas vestes, como teriam acolhido qualquer alto dignitário. Essa entrada prefigura sua entrada na Jerusalém celeste onde Ele procede e para onde convida todos àqueles e aquelas que viveram a dimensão do amor-doação. Tudo isso, porque Jesus mostra que o Amor será mais forte do que a morte. Amor que é representado pela folhagem verde, símbolo da ressurreição como também renovação da vida.

Essa é a última semana de Jesus na terra da Galiléia , ele sobe, com seus discípulos, para Jerusalém, como milhares de peregrinos para a festa da Páscoa, que é a festa mais importante do ano. Ele sabe o que o espera, mas nada o detém. É reconhecido e aclamado, por uma grande multidão de peregrinos, como o Rei dos Judeus, o Rei Messias que eles esperam, pois o povo de Israel esperava com muita perspectiva a chegada do Salvador.

No Evangelho desse domingo, Jesus entra de forma triunfal, como era costume a chegada de um rei a sua própria cidade. Nessa narração, Lucas apresenta Jesus como um Mestre que procede de acordo com as profecias, com a tradição dos patriarcas e cumpridor das Escrituras. Ele é o enviado do Pai que mostra que esse Pai está presente na vida sofrida do povo e que um novo tempo está chegando. Não um tempo de triunfos e glórias humanas, mas um tempo da busca verdadeira pelos valores do Reino de Deus.

 É importante destacar que, o símbolo do jumento era a forma da realeza, do poder e do reconhecimento popular. O jumento, nas culturas Ocidentais, é considerado o símbolo da ignorância e teimosia. Para uma grande maioria das nações, ele é tido como o símbolo da obscuridade e até das forças satânicas. Por isso, no episódio da entrada de Jesus em Jerusalém ele mostra a submissão de todas as potências humanas, das forças mágicas, dos poderes satânicos e dos pressentimentos esotéricos. O cavaleiro é soberano; ele é Rei . Jesus entra numa montaria simples, aquela usada pelos pobres, pastores e gente do povo, mas entra submetido ao pressengios, as ideologias da cidade, o orgulho do Templo e seus líderes.

Jesus nunca excluiu ninguém de seu redor, bem como nunca se omitiu diante de nenhum convite, principalmente daqueles e daquelas que mais precisavam. Ele aceitou a proximidade de mendigos, leprosos , mulheres e todos aqueles que desejassem sua presença. Essa acolhida de Jesus o faz o rei de Israel, o filho de Davi. Um rei que estava sempre a serviço dos pobres, sofredores e que não tinha medo de dizer que eles eram os escolhidos do projeto de Deus. Essa acolhida de Jesus causou muito ciúmes entre os fariseus, pois perderam um certo poder sobre essas pessoas. Por isso, Lucas mostra que Jesus é o verdadeiro rei do amor, da acolhida da ternura e principalmente da misericórdia.

O anúncio da paixão, do sofrimento, de falta de sensibilidade por parte dos sacerdotes e autoridades religiosas do Templo torna-se verdade. O Filho de Deus estava condenado à morte porque muito amou os verdadeiros filhos de Deus. A luz vinda ao mundo estava sendo sufocado pela treva do pecado do Templo. Foi condenado porque lutou contra uma exploração sobre o povo pobre, porque denunciou o egoísmo, porque apresentou a verdadeira imagem de Deus e disse que Deus era um Pai que cuida carinhosamente. Com essa celebração, a Igreja convida a todos a escutarem a verdadeira voz do Mestre para que a vida prevaleça sobre a morte.

Pesquisado e escrito por Frei Fernando de Araújo,OFMconv.



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